domingo, 15 de julho de 2001

Mas, hein?
Meu blog ficou tão lindo, pelas mãos da Deusa...
Obrigada, amiga!
Então tá...
Contrariwise, continued Tweedledee, if it was so, it might be, and
if it were so, it would be; but as it isn't, it ain't. That's logic!
-Lewis Carroll, Through the Looking Glass

sábado, 14 de julho de 2001

No Grande Theatro de Fusili,
todo mundo desempenha um papel.
Todo mundo faz Fusili rir.
Fazemos graça para uma platéia invisível
que nos aplaude enquanto somos patéticos.
Na verdade, depois de bem pouco tempo
de espetáculo em cartaz,
passamos as tardes de folga cerzindo as cortinas
que escondem o tablado.

quinta-feira, 12 de julho de 2001

- Senhora Vênus....
- Hein?
- Como é que você foi parar em Aquário?
- Sei lá, escorreguei.
- Ok. A senhora poderia assim....tirar umas férias...em Capricórnio?
- Sem chance. Tem muita gente lá. Preciso de ar.
- Mas, uma vez lá, a senhora não vai se importar com as companhias...
- Hã, hã. Não vou. Vou gastar o seu dinheiro um pouco, porque você anda muito pastel. Vá comprar uns badulaques novos. Vem cá, por que vc não faz uns reflexos vermelhos no cabelo? Ia ficar interessante.
- Eu estou falando sério.
- Esse é o seu problema. Não estou ouvindo, não percebeu?
(ela põe os dedos nos ouvidos e fica cantarolando).

quarta-feira, 11 de julho de 2001

Recado do Hans:
*saudade*, no visor do celular.
Meu precioso amigo me ajudou a descobrir o Renato Russo numa hora em que eu queria morrer - ou matar alguém, sei lá.
"O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido, ninguém prometeu".
Não é que é mesmo?
Custou pra cair a ficha, mas anos depois ninguém precisa cantar pra me lembrar:
"nem foi tempo perdido."
Hans é sabido. E querido. Como a maioria dos cachorros vadios que eu conheço.
É gente da minha espécie. Morre, não deita e renasce - três vezes por dia.

domingo, 8 de julho de 2001

Well, well, weeeelllll......
Minhas amigas vão bem, obrigada.
Bonitas, talentosas, bem-amadas.
O resto...who cares?
Escuto os bons conselhos, vou passar férias
em Paris,
tenho com quem dar gargalhadas.
Sou uma garota de sorte.

terça-feira, 3 de julho de 2001

Tem uma febre que deixa a gente tansa.
Abestada, com cara de ó, lezada.
Trinta e nove graus de distância do calçadão...

quinta-feira, 28 de junho de 2001

Over

A cara pra lá
A cara pra cá
Tapa pra lá
Tapa pra cá.
Terror de saber do mundo.
Deixe-me de fora
E deixe-me ir mais alto,
Além das ruas,
Ciscar em outra vizinhança.
As pessoas caminham,
Os bebês engatinham.
Eu não faço uma coisa nem outra.
Eu sento em cima do muro,
Cato cacos de sanidade
E dou risada das cafonices.
Eu tenho uma response abilidade.
Glória aos céus.
Que seria de mim sem esse talento?
Eterna vítima? A pior carrasca?
Sai de mim.
O único sacrifício que me permito de hoje em diante é ficar hanging around até perder a cabeça.
Matando os micróbios e os vermezinhos verdes de pensamentos inúteis com Tequila -
que é santa e purifica tudo.
No mais: que minha response me habilite.

segunda-feira, 18 de junho de 2001

Eu gosto de soprar folhinhas no jardim do Mestre, deitada no chão.
Também gosto de pendurar um balangandã barulhento no meu tornozelo e dançar por deleite.
Gosto de juntar amoras numa caneca de alumínio e me divertir com o espirro do seu suco quando a gente aperta a frutinha entre a língua e o céu da boca.
Gosto de luz e de casas amarelas.
Gosto de gente que se sacode quando ri.
Gosto de café quente e doce, com pão dormido.
Gosto de viajar à noite e de chegar onde haja cama fresca e lençol recém-lavado.
Gosto de saquinhos de anil, vaga-lumes, banho de mangueira, mar calmo, cheiro de hortelã.
Hummm...
Nostalgia.
Definitivamente, eu sou uma mulher
dada a caraminholas.
Que raios!

domingo, 17 de junho de 2001

Eu quero um hai kai
sempre pra cima.
...........

sábado, 16 de junho de 2001

"Sem a loucura, que é o homem
mais que a besta sadia,
cadáver adiado que procria?"
D. Sebastião, Rei de Portugal.

sexta-feira, 15 de junho de 2001

Argh!
(isso foi um grito, mas acho que ninguém ouviu....)

quinta-feira, 14 de junho de 2001

Nigredo.
Rubedo.
Albedo.
Okê, okê, meu pai.
Sou tricolor.

segunda-feira, 11 de junho de 2001

Fiquei sem voz. Faringite é ato falho.
Sinto que a rouquidão é a cumplicidade do grito com o silêncio.
Eu, que normalmente solfejo entre as
contraltos e as sopranos - embora me sinta mais feliz entre
estas últimas - hoje desafino.
João Gilberto faz setenta: minha solidariedade!
Cadê minhas palavras?

sexta-feira, 1 de junho de 2001

Minha gata entrou no cio.
Me rouba o sono com miados.
Tenho pena da bichana,
nem ela sabe o que ocorre:
é criança, ainda.

Não sei se devo convocar
o gato da vizinha.
Ele até que é bonitão,
mas fica meio abestalhado
perto da vira-lata preta safa.

Era capaz dela dar uma surra no Mimi da velhinha do 502.
Deixa o gato quieto, por hora.



E-logica é co-logica

Só quero ficar nua na rede que balança,
pegar um vento nas partes.
Me enroscar na varanda de barbantes
e tramar com meus pêlos essa teia.

Fora dali, enrubesço.
Não é em qualquer rede que me dispo.
Nem é em qualquer web que me disponho
aranha.

Pequititinha. Venenosa.
Sai, chinelo!
Gargalhadas!