Ontem foi dia das bruxas.
Amanhã será dia dos mortos.
Hoje é dia.
terça-feira, 1 de novembro de 2005
sábado, 15 de outubro de 2005
sábado, 17 de setembro de 2005
Passei os últimos meses mudando. De casa, de cidade, de vida. Vou mudar mais, ainda. O melhor da mudança tem sido o tempo de pensar. Na estradinha sinuosa que leva até minha nova e temporária casa, eu penso, esqueço, despenso e tenho momentos de êxtase. O verde extasia, o sabiá extasia, o ar frio extasia. Olho tudo ao redor e vejo que onde quer que eu vá, estou sempre no lugar certo.
Voltei a obervar a vida de um outro ponto, mais atrás das lentes dos olhos. Isso me fazia falta, eu andava sem tempo pra duvidar dos pensamentos. Agora ensaio uma nova alforria da mente, feliz por me dar conta que a frase lida no cartaz do consultório do dentista é verdade: a consciência, uma vez expandida, nunca volta ao seu tamanho original.
Celebro a cozinha e a vista para a pedra nevoenta às seis da manhã. As orquídeas florescem, os amigos estão mais próximos do que nunca, porque meu coração se apazigua no silêncio absoluto da noite, só entrecortado pelos cães. As palavras ressurgem, me supreendem por sua imprevisibilidade e começo a me dispor a ser mais disciplinada com elas. É um próximo passo.
O passado bate à porta, mas é a porta da rua. Digo oi da janela do andar de cima e lamento não poder atender agora. Passado passa.
O presente é assim, permanente e abençoado por mim. Tudo ao redor resplandece, e embora às vezes o espelho me pegue de surpresa mostrando os anos e algum cansaço que ficou do caminho, dou graças pelo que o tempo fez de mim.
O futuro é mudança. Espiral-expansão-vida. Vou passar os próximos meses mudando.
Voltei a obervar a vida de um outro ponto, mais atrás das lentes dos olhos. Isso me fazia falta, eu andava sem tempo pra duvidar dos pensamentos. Agora ensaio uma nova alforria da mente, feliz por me dar conta que a frase lida no cartaz do consultório do dentista é verdade: a consciência, uma vez expandida, nunca volta ao seu tamanho original.
Celebro a cozinha e a vista para a pedra nevoenta às seis da manhã. As orquídeas florescem, os amigos estão mais próximos do que nunca, porque meu coração se apazigua no silêncio absoluto da noite, só entrecortado pelos cães. As palavras ressurgem, me supreendem por sua imprevisibilidade e começo a me dispor a ser mais disciplinada com elas. É um próximo passo.
O passado bate à porta, mas é a porta da rua. Digo oi da janela do andar de cima e lamento não poder atender agora. Passado passa.
O presente é assim, permanente e abençoado por mim. Tudo ao redor resplandece, e embora às vezes o espelho me pegue de surpresa mostrando os anos e algum cansaço que ficou do caminho, dou graças pelo que o tempo fez de mim.
O futuro é mudança. Espiral-expansão-vida. Vou passar os próximos meses mudando.
segunda-feira, 13 de junho de 2005
"Eu vou te jogar num pano de guardar confetes".
A música não sai da minha cabeça - nem os confetes.
Depois da negritude de um tempo em que eu atravessei o samba, há anos...alguns anos...aprendi a guardar confetes. Entre os meus neurônios, ali estão, alternando-se com as serpentinas disparadas pelos beijos amorosos que a vida me dá. Bolos de confetes explodem em sinapses, de vez em quando - muitos deles, sem motivo aparente. Descobri que o maior aprendizado dessa vida é a arte de guardar - e jogar - confetes, em mim e ao meu redor, no raio mais amplo possível.
A música não sai da minha cabeça - nem os confetes.
Depois da negritude de um tempo em que eu atravessei o samba, há anos...alguns anos...aprendi a guardar confetes. Entre os meus neurônios, ali estão, alternando-se com as serpentinas disparadas pelos beijos amorosos que a vida me dá. Bolos de confetes explodem em sinapses, de vez em quando - muitos deles, sem motivo aparente. Descobri que o maior aprendizado dessa vida é a arte de guardar - e jogar - confetes, em mim e ao meu redor, no raio mais amplo possível.
segunda-feira, 16 de maio de 2005
Eu estava de saco cheio de uma cidade onde não se vê gente nas ruas no domingo à tarde. Andava há mais de hora, eu e meu amigo João, por ruas quase desertas - rimos do fato de estarmos na porta de entrada para o Oeste norte-americano, numa cidade quase fantasma: uma parte de Saint Louis é um set perfeito para a versão moderna dos westerns onde venta em ruas vazias, com casas de portas e janelas cerradas, sacos plásticos vazios rolando com o vento no meio do asfalto. Andávamos quadras e quadras sem ver viva alma.
Até chegarmos ao Grand Center. Ali havia gente. Café aberto, teatro lotado. Continuamos rindo de coisas - pessoas esquisitas, gatos, cachorros, american way of life. E andamos um pouco mais, até a igreja Saint Francis Xavier, onde paramos na esquina. Em frente à igreja, ali sim, havia gente.
Umas 15 pessoas - não mais - em vigília. Manifestavam-se contra a guerra, com velas nas mãos, em pé nas escadas, abaixo delas um senhor segurava um microfone e fazia funcionar um pequeno equipamento de som de onde vinha uma música meio melosa. Nas mãos, as pessoas seguravam papéis com números escritos e na avenida em frente, a sinal abria e fechava, os carros paravam, alguns motoristas olhavam e uma das manifestantes fazia o sinal de paz e amor.
Ficamos ali na esquina até o final da vigília. Quando a música silenciou e as pessoas começaram a sair da escada da igreja, fomos ver o que significavam os números e falar com aquela gente. O que passou em seguida não sei descrever nem explicar, mas fomos acolhidos naquela força e compartilhamos aquela dor, que também era nossa e talvez tivéssemos esquecido por um tempo. Ali nós choramos - e choramos de verdade - abraçados à Mary, uma senhora miúda de cabelos brancos. Uma criatura enorme, junto com seus companheiros que se reúnem em frente à Saint Francis Xavier Church todos os domingos, desde o 11 de setembro, pra dizer "Not in our names". Conversamos com Mary, Mark, Deborah, e foi muito difícil sair dali, de verdade. Difícil dar as costas e andar pra longe daquele grupo. Difícil entender o que passou, difícil esperar o ônibus no vento, difícil segurar o choro mesmo depois de atravessar a rua.
Antes de irmos, ouvimos da Mary: vocês sempre estarão conosco nesta esquina, daqui pra frente.
Isso foi fácil de entender. Posso atravessar o oceano, quantos forem. Passar o tempo, passar pelo tempo, ficar de cabelos brancos como aquela senhora - vou continuar naquela esquina. Definitivamente, uma parte de mim ficou ali e uma nova versão de mim saiu dali. Uma versão mais inteira, melhorada. Abduzida do lugar do julgamento. Orgânica.
Grande Saint Louis.
Até chegarmos ao Grand Center. Ali havia gente. Café aberto, teatro lotado. Continuamos rindo de coisas - pessoas esquisitas, gatos, cachorros, american way of life. E andamos um pouco mais, até a igreja Saint Francis Xavier, onde paramos na esquina. Em frente à igreja, ali sim, havia gente.
Umas 15 pessoas - não mais - em vigília. Manifestavam-se contra a guerra, com velas nas mãos, em pé nas escadas, abaixo delas um senhor segurava um microfone e fazia funcionar um pequeno equipamento de som de onde vinha uma música meio melosa. Nas mãos, as pessoas seguravam papéis com números escritos e na avenida em frente, a sinal abria e fechava, os carros paravam, alguns motoristas olhavam e uma das manifestantes fazia o sinal de paz e amor.
Ficamos ali na esquina até o final da vigília. Quando a música silenciou e as pessoas começaram a sair da escada da igreja, fomos ver o que significavam os números e falar com aquela gente. O que passou em seguida não sei descrever nem explicar, mas fomos acolhidos naquela força e compartilhamos aquela dor, que também era nossa e talvez tivéssemos esquecido por um tempo. Ali nós choramos - e choramos de verdade - abraçados à Mary, uma senhora miúda de cabelos brancos. Uma criatura enorme, junto com seus companheiros que se reúnem em frente à Saint Francis Xavier Church todos os domingos, desde o 11 de setembro, pra dizer "Not in our names". Conversamos com Mary, Mark, Deborah, e foi muito difícil sair dali, de verdade. Difícil dar as costas e andar pra longe daquele grupo. Difícil entender o que passou, difícil esperar o ônibus no vento, difícil segurar o choro mesmo depois de atravessar a rua.
Antes de irmos, ouvimos da Mary: vocês sempre estarão conosco nesta esquina, daqui pra frente.
Isso foi fácil de entender. Posso atravessar o oceano, quantos forem. Passar o tempo, passar pelo tempo, ficar de cabelos brancos como aquela senhora - vou continuar naquela esquina. Definitivamente, uma parte de mim ficou ali e uma nova versão de mim saiu dali. Uma versão mais inteira, melhorada. Abduzida do lugar do julgamento. Orgânica.
Grande Saint Louis.
quarta-feira, 23 de março de 2005
Eu sou desaforada, sim. Mas não penso na presidência.
Nem na direção, nem na gerência, nem na coordenação. Nenhum posto, só um porto.
Penso na presença.
Hoje é que vale, isso ensina o Urano que teimo em desafiar.
Passado, se bate à porta, é oi e tchau. Futuro, desculpem, estou muito ocupada tratando de escolher o agora. O que será é o que é e isso importa. E, pensando no que chamam por aí de livre-arbítrio, fico com o livre e dispenso o arbítrio, que é muito empavonado por meu gosto de desaforada.
Nem na direção, nem na gerência, nem na coordenação. Nenhum posto, só um porto.
Penso na presença.
Hoje é que vale, isso ensina o Urano que teimo em desafiar.
Passado, se bate à porta, é oi e tchau. Futuro, desculpem, estou muito ocupada tratando de escolher o agora. O que será é o que é e isso importa. E, pensando no que chamam por aí de livre-arbítrio, fico com o livre e dispenso o arbítrio, que é muito empavonado por meu gosto de desaforada.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
Uranóidicamente
- Tome ortomoleculares.
- Hã?
- Remédios...ortomoleculares. Por que vc não toma?
- Pra que?
- É moderno e dizem que emagrece.
- E você com isso?
- Tenho que sugerir novidades.
- Pra que?
- Pra sua vida não ser um tédio. Deve ser horrível ter tanto planeta em Capricórnio, na casa 10.
- Olha quem fala...você está em Virgem!
- Hehehe...isso não é nada banal. O caos em Virgem é sempre novidade.
- Não acho você tão caótico. Você tem sido brando, embora sempre ativo.
- Isso é um desafio? Posso mudar tudo delugar na sua vida já, já - e ainda te provocar crises alternadas de diarréia com prisão de ventre...
- Ops, calma lá, não se trata de desafio. Fique quieto aí, por favor.
- Agora você pediu muito.
- Ok, então continue como está, por favor.
- Hummm...não sei,não...está me dando vontade de esculhambar a mesmice.
- Que mesmice, criatura? Que mesmice? Tem seis meses que mudamos radicalmente a rotina, você quer mais?
- Hehehe...pergunta de novo...
- Pára! Calado! Tem um stellium em Capricórnio te dizendo pra segurar a onda!
- Onda, filha? Pega a tua prancha de surf e vou te mostrar o que é onda.
- Jura?
- Juro!
- Maneiro!
- Tome ortomoleculares.
- Hã?
- Remédios...ortomoleculares. Por que vc não toma?
- Pra que?
- É moderno e dizem que emagrece.
- E você com isso?
- Tenho que sugerir novidades.
- Pra que?
- Pra sua vida não ser um tédio. Deve ser horrível ter tanto planeta em Capricórnio, na casa 10.
- Olha quem fala...você está em Virgem!
- Hehehe...isso não é nada banal. O caos em Virgem é sempre novidade.
- Não acho você tão caótico. Você tem sido brando, embora sempre ativo.
- Isso é um desafio? Posso mudar tudo delugar na sua vida já, já - e ainda te provocar crises alternadas de diarréia com prisão de ventre...
- Ops, calma lá, não se trata de desafio. Fique quieto aí, por favor.
- Agora você pediu muito.
- Ok, então continue como está, por favor.
- Hummm...não sei,não...está me dando vontade de esculhambar a mesmice.
- Que mesmice, criatura? Que mesmice? Tem seis meses que mudamos radicalmente a rotina, você quer mais?
- Hehehe...pergunta de novo...
- Pára! Calado! Tem um stellium em Capricórnio te dizendo pra segurar a onda!
- Onda, filha? Pega a tua prancha de surf e vou te mostrar o que é onda.
- Jura?
- Juro!
- Maneiro!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
Ela tinha uma saia rodada
Sob a qual circulavam mil pernas
Em passos às vezes incertos
Mas sempre ritmados.
Tinha um cabelo de nós e laços
Que escondiam pensamentos mulatos
Como numa mandala as imagens se sucediam
Brancas e negras, em velocidade de confundir.
Ela ria. Ah, como ela ria,
Isso sim. Ela ria.
E o mundo ao redor se regojizava,
A cada gargalhada que se esvaía
A cada suspiro de retomar o ar,
Que era tudo de que ela precisava para ir adiante.
Além do ar, a água dos olhos,
A terra debaixo das unhas
O fogo do espírito. Hare-ave-aieiê.
E a nêga se reinventava.
Sob a qual circulavam mil pernas
Em passos às vezes incertos
Mas sempre ritmados.
Tinha um cabelo de nós e laços
Que escondiam pensamentos mulatos
Como numa mandala as imagens se sucediam
Brancas e negras, em velocidade de confundir.
Ela ria. Ah, como ela ria,
Isso sim. Ela ria.
E o mundo ao redor se regojizava,
A cada gargalhada que se esvaía
A cada suspiro de retomar o ar,
Que era tudo de que ela precisava para ir adiante.
Além do ar, a água dos olhos,
A terra debaixo das unhas
O fogo do espírito. Hare-ave-aieiê.
E a nêga se reinventava.
terça-feira, 23 de novembro de 2004
Recebido de uma assessora de imprensa...
O título do e-mail dizia: saiba como evitar o "Tchauzinho Maria Mole". A curiosidade mata gatos e seres humanos. De rir, nesse caso, por conta da mensagem copiada abaixo, na íntegra.
"Prezado (a) jornalista,
O músculo Tríceps Braquial, popularmente conhecido como o músculo do tchauzinho, pode começar a "despencar". Entre os motivos a flacidez, a alimentação irregular e a genética estão associadas.
Para combater o Tchauzinho Maria Mole o professor de Educação Física e instrutor de Musculação da Trixblabla Academia, Fulano das Quantas (eu sou má mas não sou sacana de dizer o nome do cara), dá algumas dicas.
Mais informações, estamos à disposição.
obrigada
um abraço
Jornalista das Candongas" (também não vou entregar a colega).
Tchauzinho Maria Mole??? Isso é genial. "Despencar"? As aspas são geniais!
Se eu tivesse muito dinheiro sobrando, abriria uma empresa de assessoria de imprensa pra inundar a caixa-postal dos colegas com essas pérolas.
O título do e-mail dizia: saiba como evitar o "Tchauzinho Maria Mole". A curiosidade mata gatos e seres humanos. De rir, nesse caso, por conta da mensagem copiada abaixo, na íntegra.
"Prezado (a) jornalista,
O músculo Tríceps Braquial, popularmente conhecido como o músculo do tchauzinho, pode começar a "despencar". Entre os motivos a flacidez, a alimentação irregular e a genética estão associadas.
Para combater o Tchauzinho Maria Mole o professor de Educação Física e instrutor de Musculação da Trixblabla Academia, Fulano das Quantas (eu sou má mas não sou sacana de dizer o nome do cara), dá algumas dicas.
Mais informações, estamos à disposição.
obrigada
um abraço
Jornalista das Candongas" (também não vou entregar a colega).
Tchauzinho Maria Mole??? Isso é genial. "Despencar"? As aspas são geniais!
Se eu tivesse muito dinheiro sobrando, abriria uma empresa de assessoria de imprensa pra inundar a caixa-postal dos colegas com essas pérolas.
O que será que as pessoas pensam quando andam dentro de ternos e tailleurs? Quando carregam laptops pendurados como se fôssem troféus e usam crachás bacanudos...quando falam ao celular como se estivessem decidindo o destino do mundo, e sacam seus cartões de visitas de dentro dos bolsos ou caixinhas moderninhas que servem para carregar o que elas acham que são? O que será qua as pessoas pensam? Que a vida há de lhes trazer mais dinheiro, mais reconhecimento, mais importância, mais oportunidades de trabalho, mais destaque - deve ser isso. Devem pensar que vão a algum lugar melhor, dali onde estão, empavonadas, se fizerem tudo certinho. Há que se dizer a coisa certa, ter a opinião certa, adotar a posição política mais conveniente, mostrar que se sabe o que esperam que seja sabido, ser igual aos bons.
Eu acho uma chatice isso tudo. Eventos, hotéis, laptops, cartões de visita. Ser igual aos bons. Eca. Almoçar com o fulano que alguém disse que é importante. Eca. Tudo em nome da sobrevivência? Eca. Dispenso o sobre, fico com a vivência.
Eu acho uma chatice isso tudo. Eventos, hotéis, laptops, cartões de visita. Ser igual aos bons. Eca. Almoçar com o fulano que alguém disse que é importante. Eca. Tudo em nome da sobrevivência? Eca. Dispenso o sobre, fico com a vivência.
sexta-feira, 5 de novembro de 2004
Eu olhei a Mona Lisa nos olhos. É verdade que o olhar dela segue a gente. Tanta confusão diante de um quadro pequeno, solitário numa parede enorme, isolado atrás do vidro. Diante dela, uma quase-multidão se acotovelando sem entender nada. Sorriso enigmático? Com certeza. Mas eu posso apostar que ela pensa, lá de trás do vidro: "seus babacas"! Ô mulher debochada!
segunda-feira, 1 de novembro de 2004
Um babuíno sorriu pra mim. Deve haver algum trânsito bom no meu céu.
O céu da África sempre me encanta, e o céu africano sobre o Oceano Índico é insuperável. Babuínos que assustam e divertem, pinguins em fila, graciosos, à beira-mar, multilínguas, multiculturas, comida picante e doce ao mesmo tempo, calor e frio. Mil estrelas no céu africano. A vida é bela e o vento me faz feliz.
O céu da África sempre me encanta, e o céu africano sobre o Oceano Índico é insuperável. Babuínos que assustam e divertem, pinguins em fila, graciosos, à beira-mar, multilínguas, multiculturas, comida picante e doce ao mesmo tempo, calor e frio. Mil estrelas no céu africano. A vida é bela e o vento me faz feliz.
sexta-feira, 15 de outubro de 2004
Please allow me to introduce myself
I'm a man of wealth and taste
I've been around for a long long year stolen many man's soul and faith
I was around when Jesus Christ had His moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate washed his hands and sealed His fate
Pleased to meet you hope you guess my name
But what's puzzling you is the nature of my game
Noite passada, vi de novo na TV "O Advogado do Diabo".
Amo esse filme.
"A vaidade é o meu pecado preferido", diz o fascinante diabo na pele do Al Pacino.
Pleased to meet you - we do agree on this ;-)
I'm a man of wealth and taste
I've been around for a long long year stolen many man's soul and faith
I was around when Jesus Christ had His moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate washed his hands and sealed His fate
Pleased to meet you hope you guess my name
But what's puzzling you is the nature of my game
Noite passada, vi de novo na TV "O Advogado do Diabo".
Amo esse filme.
"A vaidade é o meu pecado preferido", diz o fascinante diabo na pele do Al Pacino.
Pleased to meet you - we do agree on this ;-)
quinta-feira, 7 de outubro de 2004
terça-feira, 28 de setembro de 2004
sexta-feira, 3 de setembro de 2004
quinta-feira, 2 de setembro de 2004
Ela fabrica aviões terroristas. Vontade de destruir um monte, eu entendo perfeitamente.
Ele engole chôro. Chuta dever pro alto. Me olha de canto de olho, se cala. Entendo perfeitamente.
Um dia um amigo pra lá de analisado soltou a seguinte pérola: "quem tem pai tem medo". Eu perdi meu pai bem cedo. Eles também, de certa forma. Só que tive mais sorte. Pai, melhor morto que inconseqüente.
Ele engole chôro. Chuta dever pro alto. Me olha de canto de olho, se cala. Entendo perfeitamente.
Um dia um amigo pra lá de analisado soltou a seguinte pérola: "quem tem pai tem medo". Eu perdi meu pai bem cedo. Eles também, de certa forma. Só que tive mais sorte. Pai, melhor morto que inconseqüente.
quarta-feira, 11 de agosto de 2004
Porque hoje são 11
Eu gosto de agosto, até no dia 13. Mas hoje, por ser 11, resolvi me preparar e entrei numa loja de artigos religiosos (leia-se macumba) pra comprar umas velas coloridas. Não me considero macumbeira, mas adoro um cheiro de defumador e acho vela colorida lindo.
Estava no balcão, entregando as velas para um senhor surdo e mal-humorado, cuja mulher fazia as vezes de RP da casa, exagerando no sorriso em contrapartida a cada resmungo do velhinho. Encostei sem querer numa pilha de pratinhos de plástico preto (daqueles de aparar água de vaso de plantas), e caiu tudo no chão. Um rapaz correu em meu socorro e prontificou-se a juntar os pratinhos e refazer a pilha.
"É uma torre", ele me disse."
Derrubei a torre, pensei - agradecendo ao rapaz e aos deuses e deusas. Como um raio da Oiá no arcano do Tarot.
Que alívio! E hoje são 11, nem são 16. Dia da Força de derrubar torres.
Dia 16, dia da Torre, Martha Pires Ferreira lança livro - magnífico, eu imagino - sobre astrologia na Livraria Leonardo Da Vinci, no Rio. Às 18:04. Leitura imperdível.
Eu gosto de agosto, até no dia 13. Mas hoje, por ser 11, resolvi me preparar e entrei numa loja de artigos religiosos (leia-se macumba) pra comprar umas velas coloridas. Não me considero macumbeira, mas adoro um cheiro de defumador e acho vela colorida lindo.
Estava no balcão, entregando as velas para um senhor surdo e mal-humorado, cuja mulher fazia as vezes de RP da casa, exagerando no sorriso em contrapartida a cada resmungo do velhinho. Encostei sem querer numa pilha de pratinhos de plástico preto (daqueles de aparar água de vaso de plantas), e caiu tudo no chão. Um rapaz correu em meu socorro e prontificou-se a juntar os pratinhos e refazer a pilha.
"É uma torre", ele me disse."
Derrubei a torre, pensei - agradecendo ao rapaz e aos deuses e deusas. Como um raio da Oiá no arcano do Tarot.
Que alívio! E hoje são 11, nem são 16. Dia da Força de derrubar torres.
Dia 16, dia da Torre, Martha Pires Ferreira lança livro - magnífico, eu imagino - sobre astrologia na Livraria Leonardo Da Vinci, no Rio. Às 18:04. Leitura imperdível.
quinta-feira, 13 de maio de 2004
Uma das características das grandes revelações que acontecem na vida da gente é que elas chegam quando são mais necessárias. As revelações desnecessárias simplesmente não são percebidas, porque não se encaixam em nenhum processo, nenhum contexto que lhes dê sentido. Podem ser importantes mas, porque não somos capazes de apreendê-las, se tornam desnecessárias. É por isso que lemos milhares de palavras, abrimos dezenas, centenas de livros, consumimos um número incontável de informações até que – tchan! - uma faz sentido e muda nossa vida. Às vezes, três palavras são suficientes pra nos fazer entender que tudo o que temos feito é uma grande bobagem – ou não. Na maioria das vezes, é, sim, uma grande bobagem.
Pois abri outro dia desses um livro sobre física quântica e coisas que tais, mudanças de paradigmas, e tudo isso que os arautos da Nova Era têm proposto e popularizado nos últimos anos. Está escrito lá que a matéria, todos os corpos, são 99,9999 por cento espaço vazio. Na mesma hora, uma grande interrogação se acendeu na minha cabeça: por que diabos eu faço dieta??
Pois abri outro dia desses um livro sobre física quântica e coisas que tais, mudanças de paradigmas, e tudo isso que os arautos da Nova Era têm proposto e popularizado nos últimos anos. Está escrito lá que a matéria, todos os corpos, são 99,9999 por cento espaço vazio. Na mesma hora, uma grande interrogação se acendeu na minha cabeça: por que diabos eu faço dieta??
terça-feira, 11 de maio de 2004
Os maus pensamentos são como bolhas de sabão: a gente sopra e eles geralmente estouram, vão embora. O problema das bolhas de sabão é que às vezes, quando estouram, pinga aquela água ensaboada no olho da gente e arde muito. Com os maus pensamentos também é assim. Tem horas em que eles estouram, respingam e a gente chora.
Mudando de pesamento...
Mudando de pesamento...
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