You don't have to take everything so seriously, Graciela. Reality isn't black and white, answers don't have to be yes or no, and absolutely nothing has to happen today. Act when you're ready. Be led by your feelings. And the next time someone wants to fit you into a mold, just tell 'em that your jeans are in the wash, your angel's at the mall, and Oprah's on the other line.
Fuzzy as dice -
The Universe
You're a spiritual being, Graciela, on an eternal quest [grifo meu], in a love-adventure you get to design. Do it your way.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
A Índia só tem duas partes: a chegada e a partida. Ainda me recupero da segunda - há três dias descompensada, como e enjôo, durmo antes das 7 da noite e ao longo do dia bamboleio, pensando em quando vou voltar lá novamente...se é que vou.

Eu vou, sim. É instigante esse lugar onde me sinto, ao mesmo tempo, em casa e em outro planeta (como se fôssem coisas diferentes :-)).
Mais complicado são os sentimentos alternados: empatia e aversão, reconhecimento e medo, amor e ojeriza. Porque não há meio termo ali, para mim. Não sou turista. Não consigo ser turista dentro de um rickshaw, no meio da poeira, das ruas sem mão e contra-mão, das mulheres te agarrando com uma mão e segurando crianças desnutridas com a outra, dos velhos desdentados que abrem bem a boca pra mostrar o tamanho da fome, das centenas de cabritos pintados no lombo que serão sacrificados no dia seguinte.

Na volta da Índia, Amsterdam e Paris. Tudo normal, o Natal vai ser lindo, cintilante.
Os cheiros da Índia sempre estarão em mim.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Vi essa imagem em frente ao Pinel, no muro do Rocha Maia.Grande verdade.
Você já teve sua privacidade invadida? Eu já.
É uma enorme violência. E, como em outras violências, nos crimes de invasão de privacidade muitas vezes a vítima acaba acusada, e o criminoso impune - quase um justiceiro.
Mas como tudo na vida tem um lado bom, tirei disso uma lição, um projeto de mestrado, muito gosto por Foucault e um 9,5 na ECO.
Na continuidade, talvez eu decida fazer formação psicanalítica.
sábado, 1 de novembro de 2008

Lindinho, um clássico. Está guardado, esperando pelo meu dezembro em Bangalore e Hyderabad. Vai voltar colorido, eu acho.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Muitas das coisas importantes - das mais importantes - que aprendi na vida, aprendi com a minha avó.
Ela me ensinou a dar nó na linha do bordado.
A fazer o arremate.
Me ensinou que o bordado perfeito tem um avesso bonito.
Ainda não consigo por em prática essa última lição.
Sei fazer nós e arremates,
mas meu avesso é cheio de erros.
Por pressa, deixo buracos, eu pulo pontos e às vezes, negligente,
largo restos de fios, linhas soltas, em trechos onde poderia haver outros finais.
Deixo emaranhados.
Sei que eles estão lá, mas me falta a sabedoria para voltar atrás,
desfazer pontos e cerzir de um jeito mais bonito.
O tempo urge, me ilude, e assim vou postergando o capricho do avesso.
Esse tempo - tão meu amigo e tão cruel.
Quero parar o tempo pra alinhavar um declaração de amor por ela.
Mas a linha continua, a linha do tempo - cretina - não me deixa assumir essa tessitura da despedida.
A linha vai, entra e sai dos meus tecidos enquanto ela também se vai,
calada como nunca.
Eu queria poder sentar ao lado dela e pedir que não fôsse - que voltasse atrás,
que me ensinasse tudo de novo, porque eu não aprendi nada.
Também queria pedir que ela fôsse, porque sei que a bordadura não tem fim e ela tem mãos habilidosas.
Eu queria saber fazer um avesso bonito.
sábado, 23 de agosto de 2008
Tem coisas que servem melhor para outras coisas
do que para serem o que são.
Mercúrios com quírons desmanchados em dores
servem de bússola para o Norte sideral
do auto-perdão.
Laranjas espremidas transformadas em bolo
servem de presente de manhãs de domingo
aos ausentes, às lembranças macias,
aos pais.
Drogas lícitas de três em três horas
servem de cuco a um relógio interno parado
que perdeu a hora do descanso
e inflamou.
Pesadelos escorregados da cama antes das seis
servem de justificativa para um café temporão
que silencia a tagarelice da mente
ávida de porquês.
Palavras servem de trampolim.
Filosofia serve de band-aid.
Espelhos servem de linha de fuga.
Eu olho e vejo.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Hawvlan lachma d'sunqanan yaomana
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Garanta o que necessitamos cada dia, em pão e insight:
subsistência para o chamado da
vida crescente.
Dê-nos o alimento de que precisamos para crescer
a cada novo dia,
através de cada iluminação sobre as necessidades da vida.
Deixe a medida de nossa necessidade ser o nosso ser terreno:
dê-nos todas as coisas simples, verdejantes,
apaixonadas.
Produza em nós, para nós, o possível:
cada passo humano em direção ao lar,
ilumine.
Ajude-nos a cumprir o que jaz dentro
do círculo de nossas vidas: que a cada dia peçamos
não mais, não menos.
Anima a terra dentro de nós: então sentiremos
a Sabedoria que está subjacente,
apoiando tudo.
Gere, através de nós, o pão da vida:
nós temos justamente o que é necessário para alimentar
a próxima boca.
Garanta o que necessitamos cada dia, em pão e insight.
Prayers of the Cosmos
Meditations on the Aramaic words of Jesus
terça-feira, 25 de março de 2008
domingo, 25 de novembro de 2007
sábado, 8 de setembro de 2007
O Tom Zé parece ser um cara bacana. Hábitos frugais. Bebeu água sem gás, comeu legumes cozidos. Comi a mesma coisa. Só que eu não sou frugal.
Fique espiando o Tom Zé, de soslaio, com medo de um olho no olho. Vi que ele tem hábitos estranhos. Enche a taça de água e depois pega o guardanapo, branco, dobradinho, e pousa na boca da taça. Parecia rito católico. Aquilo me deixou pensando um bocado.
Aí li, do Zé:
Se eu pudesse atrasaria
Este relógio dois mil
Pra rezar na primeira missa
Pelo futuro do Brasil
Passou o sete de setembro, e só no oito eu entendo a homilia. Não rezei como deveria, no sete - mas fiz o minuto de silêncio. Depois da homilia, vem o Credo. Eu, crédula ainda, abro a boca para tudo que é consagrado. O futuro.
Ave, Zé.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Do muito que eu disse, quase nada ficou. Era pra expurgar, e foi.
Mas do que não foi dito...disso minha memória se alimenta.
Presente da minha analista - um bilhetinho, onde se lia:
A man, in some aspect, is:
like all other men;
like some other men;
like no other man.
Uma lágrima fugiu dela no dia da alta. Sim, ela me deu alta. A mim e à barriga que eu empinava desafiadora, perto de parir, símbolo vivo e agudo da minha opção pela vida.
Ninguém explica.
sábado, 18 de agosto de 2007
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
sexta-feira, 3 de agosto de 2007

As melhores lembranças de Nairobi
Quando eu levei um dos maiores estabacos da minha vida, queria me levantar em quatro patas, de preferência daquelas, da altura das patinhas das girafas - capazes dos mais poderosos coices do reino animal. Além da idéia de dar coices poderosos (que ainda me agrada de vez em quando), eu também queria levantar com elegância. Por esse motivo também, as patas das girafas me encantaram: são as mais elegantes de todas. Uma girafa numa carreira daquelas, de sacudir a savana, é quase ballet.
No meio desse afã de escoicear e correr, eu recebi um recado de uma amiga experiente: baby steps, ela me disse. BABY STEPS!!!
Acatei o conselho. Fui devagar e sempre. Sem pressa e sem pausa. Funcionou. Em muito pouco tempo, eu estava segura sobre as minhas duas patas, dançando debaixo do globo espelhado, sobrevivente e vivente. Mas as corridas das girafas, os pescoços elegantésimos, os coices mortais continuaram me encantando.
Há poucos dias levei um beijão da girafa. Uma língua enorme, azulada e rápida passou pela minha mão, pescoço e cabelos. Não retribuí o beijo, mas jamais vou esquecer aqueles olhos doces delineados por pestanas meigas.
Nem o mais idiota dos mortais esqueceria.
quarta-feira, 16 de maio de 2007
PshSHshSHshSHsh....
A válvula da panela de pressão balançava em elipses, quase rebolava, o som chiado aumentava e diminuía num ritmo constante, era quase um vou-não-vou. Dentro da panela, duas latas de leite condensado e muita água.
A vontade crescente nos últimos dois dias era doce – muito doce. Na verdade, queria se lambuzar escondido. Sentada à mesa da cozinha, ela esperava o resultado da panela, imaginando que ia comer o doce de colher e quase civilizadamente, já que nesses dias não é civilizado ter acessos de gula. O gato também olhava a panela, mas não via. Na maioria das vezes era isso que ele fazia, olhava sem ver, olhava através. Quantas vezes ela quis aprender a olhar como o gato, mas esse, assim como todos os segredos felinos, era insondável. Tinha dias, como este, do doce, em que ela se resignava em olhar para a vida e nunca através dela. Não nascera gato, e isso era um bocado triste.
Trinta e cinco minutos era o tempo de que precisava para satisfazer seu desejo. O chiado da panela embalava sua espera e remetia a tempos antigos – sextas-feiras santas quando o cheiro insuportável do bacalhau na pressão invadia a casa da avó em manhãs que pareciam intermináveis. Segundas-feiras modorrentas quando o peso de começar tudo de novo era associado à panela de feijão que a empregada colocava no fogo, e que devia durar a semana inteira. Domingos festivos em que a carne assava, a massa era escorrida e os primos faziam barulho, muito barulho. Tudo era bom nesses domingos, a felicidade durava até as cinco da tarde.
Nem sempre a panela funcionava bem, e naquele dia calhou de hesitar. A válvula travava de vez em quando, para - logo depois de segundos de suspense - retomar o ritmo. Deve estar escapando ar demais, pensou. Nada que um palito de fósforo não resolva, e foi num dos buraquinhos da válvula que o palito se encaixou. Tudo começou a rodar como deveria, num ritmo constante e sem sobressaltos. O pauzinho deu jeito.
Fluoxetina também dá jeito nos sobressaltos. Era assim, já há algum tempo. O bendito fruto da Eli Lilly dormia a seu lado no criado mudo, e era a porta de entrada das manhãs em que abrir os olhos era quase um desgosto. Não porque o sonho lhe trouxesse coisas boas, mas porque o dia necessariamente lhe apresentava às claras o espelho do banheiro e os espelhos da rua. Não gostava do que via, em si e nos outros. Sua vontade era apontar o defeito do mundo, mas isso era feio. Assim, restava-lhe gastar boa parte de seu tempo e de seus pensamentos apontando para si mesma seus defeitos. Na verdade, sentia que não era a única a fazer isso. Muita gente lhe ajudava nessa tarefa, era o que pensava. A fluoxetina era uma companheira fiel, amenizava o impacto do erro onipresente e às vezes até lhe ajudava a esquecer que não era perfeita, nem jamais seria. É claro que quando o esquecimento não vinha e mais alguma ajuda era necessária, o açúcar emprestava certo bem-estar e lhe dava momentos de alento.
Não que pensasse em pôr fim à tristeza. Bastava-lhe uma convivência tolerável com os momentos de dor, pois acreditava que acreditava ser possível administrar a falta de alegria na vida. A vida de todo mundo é mais ou menos, afinal de contas. Controlar os altos e baixos, manter-se na faixa do meio é possível, principalmente com a ajuda dos fármacos e dos refinados. Nessa verdade ela se mantinha em pé.
O som do chiado era tão persistente e tão constante que a vontade que lhe deu foi de esperar no chão. O frio do ladrilho compensava o calor da fervura da panela que emanava ao redor. Deitada, imaginou que o teto da cozinha era o céu, e ali tudo seria possível, comeria o leite cozido deitada no chão, lambendo a colher de olho na eternidade. Durou um minuto e meio esse devaneio, interrompido pela explosão. A válvula da pressão foi ao seu limite, e a tampa da panela foi arrojada para cima, fazendo um buraco no teto. Uma chuva de doce de leite pontilhou todas as paredes, teto, geladeira, armários. Depois da explosão, o que se ouvia era quase um silvo – como o fim de um suspiro guardado há tempo demais. No chão, ela não se moveu. Olhos abertos, contemplava o céu. O buraco feito pela tampa era como uma lua, incandescente. As estrelas salpicadas ao seu redor pingavam, como num conto de fadas. A válvula ela não viu mais e, embora soubesse que a causa do imprevisto foi o palito de fósforo enfiado num buraco onde jamais deveria ter estado, não sentiu nenhuma culpa. Abriu a boca e esperou que alguma estrela lhe adoçasse a língua. O gato, debaixo da geladeira, olhava para ela – e não através. Suas pupilas pareciam dilatadas para sempre.
A eternidade é doce e estrelas não engordam.
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Licença Creative Commons.
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Para Que Digladiar
Jorge Ben Jor
Para que digladiar, para que digladiar
Se bom mesmo é cozer
Esperar ficar no ponto e comer
Se bom mesmo é coser
Esperar ficar pronto, vestir, aparecer
Para que digladiar, para que digladiar
Pois o meu amor (ai ai)
Gosta, gosta gosta de mim
Pois o meu amor (ai ai)
Reza, reza por mim
Alcança a esperança
Contra a aliança da vingança
Avança e lança
A bonança da herança
Da criança de trança
Da dança da lembrança
Da poupança que é mansa
Mas não cansa
Duas mulheres se digladiavam no sonho. Iguais, gêmeas, uma perseguia a outra com desejo de morte. Eu me sentia a perseguida. A outra também era eu. Tentando me defender, me batia – e via minha menina chorando, quando acertava o soco. Muita culpa. Muita graça. Muita luz.
Agradeço ao meu Marte na 12, provocando esses golpes de inconsciente, para que venham à tona. Atenta ao Marte, estou. Numinoso, na 12.
quinta-feira, 19 de abril de 2007
De Jim Lord, ganhei o livro "What kind of world do you want?".
De Ana Lucia ganhei um sindhi halva, doce especialíssimo que veio de Mount Abu, energizado pela meditação de pessoas definitivamente dedicadas a criar pensamentos melhores, vidas melhores, mundos melhores.
O Universo não me manda recados - ele fala direto, cai na minha caixa postal.
"Oh sure, dreaming is the easy part! Thinking the shiny, sexy, happy thoughts. And so are the baby steps; moving with your dream. The hard part, Graciela, is... Well, actually, choosing words that imply you're on your way is pretty easy, too... Pretending is easy... Gratitude, easy... Finding stuff to be happy about, easy...
Help me, Graciela. I must be forgetting something. What's supposed to be the hard part?"
The Universe
sexta-feira, 13 de abril de 2007
Amanhã minha Bella faz 12 anos. Ela já quase corre com as próprias pernas, já quase compra suas próprias brigas, já quase acha que sabe o que quer...mas ainda ronrona encostada na barriga da mãe.É feroz, a bichinha. Eu gosto. Ensino a ela como afiar as garras, a língua, e a cuidar do coração, pra que nenhum orgulho excessivo o machuque. Aos poucos, ela tem relativizado a importância suas vitórias, no instigante caminho de aprender a escolher ser livre.
Sei que de uma hora para a outra ela vai estender suas pernas e ganhar o mundo numa velocidade de deixar qualquer mãe atônita. Estou me preparando pra esfregar os olhos no meio da nuvem de poeira que ela deixar pra trás, e sorrir. Sei que também de uma hora pra outra ela vai voltar pra lamber feridas, me trazer troféus pra polir ou simplesmente me contar do mundo, porque o dela será, certamente, bem maior que o meu.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Por serem muito capazes de entregar o coração, se desfazem dos apêndices sem anestesia. No universo delas, não há perda, há compostagem de vida. São essas mulheres que me fazem respirar fundo e rir muito, porque a lágrima é leve, é fácil de carregar. Elas me ensinam a não cavar o solo pra conferir sementes, me ensinam a alegrar-me com o verde quando tudo que se vê é o negro da terra. Me ensinam a manter a cabeça em pé e as velas içadas.
(Ramakrishna)
Para Ilane Gehrs, que me ensina sem saber.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Cuando el cabrón lloró
Estava no táxi me despedindo de San Jose, a caminho do aeroporto. Quem me levava era Juan Fernando, um taxista colombiano que se irrita com a “arrogância costarricence e da maneira feia como são tratados os nicaraguenses aqui”. Falamos sobre o tratado da TLC, sobre a influência norte-americana no país e sobre o perigo que representam os chineses para o mundo.
De repente, no rádio, toca uma versão castelhana de “Menina Veneno”, do Ritchie. Comentei com Juan Fernando - “uma música brasileira!”. E ele me responde – pois é, mas o Roberto e o Nelson são incomparáveis.
- ?
- Roberto – o Rei.
- Ah, tá. E o Nelson, é o Nelson ....
- Ned!!
- Nelson Ned?
- Sííí...buenísimo cantante!
- Ahhh...si...es verdad [eu pensava por onde andaria o Nelson Ned].
Contei a Juanfe que o Nelson Ned não cantava mais no Brasil.
- Por que????
- Porque chamaram ele de anãozinho num programa de TV e ele “se enojó”.
- Ai!!! Que feo!!!
Engatei noutra noticia ruim: o Roberto sofre de depressão desde que a mulher dele faleceu.
Um silêncio absoluto no carro do Juanfe. Eu me distraí comendo uns plátanos com sal e limão e, de repente, dou uma espiada para o retrovisor. Juanfe chorava em silêncio.
Não quis dizer mais nada, bastava de más notícias. Sabe-se lá o que poderia acontecer com ele se eu contasse mais uma novidade daquelas. Se eu contasse que a Sandy não é mais virgem? Se eu contasse o final de “Chocolate com Pimenta” - novela que é retumbante sucesso aqui por essas bandas...? Se eu contasse...sei lá.
Achei melhor terminar a viagem em silêncio, com meus plátanos. Não se pode tirar as ilusões de um homem assim, de uma hora pra outra.
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Três semanas de sete dias - hoje é um dia e tanto, olha quanta Cabala!
Sendo assim, começa a série Re-capitulando.
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Sábado, Abril 28, 2001
"A natureza dos gatos parece fundamentar-se no princípio de que nunca é ruim pedir o que se deseja."Joseph Wood Krutch
Não é absolutamente delicioso? Nenhuma palavra faz sentido sem desejo.
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Acho que foi nessa época que eu decidi ser gata de almofada. Funciona. Depois de cinco anos de prática, eu recomendo.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
UEBA!
Não tenho que dar conta de nada. Posso não ouvir as mensagens na caixa-postal do celular, posso não fazer o jantar, posso não trabalhar amanhã, posso fazer tudo errado e me divertir com isso.
Vou imprimir esse post e tirar xerox. Vai ser minha filipeta do evento pessoal deste fim de semana. Vou distribuir 400 filipetas destas pra mim mesma ao longo do dia e me embebedar - de tequila, óbvio - na noite de sábado. Com nargueela sabor melão amarelo.
E a partir de janeiro de 2007 vou tratar de ganhar dinheiro dando idéias aos outros.
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
domingo, 19 de novembro de 2006
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
terça-feira, 3 de outubro de 2006
domingo, 17 de setembro de 2006

Eu acredito muito que todo mundo precisa de um herói ou heroína. Também acredito que todo mundo precisa de um mito e que todo mundo precisa de uma missão.
Estamira me fez chegar mais perto dessas três coisas - de minha heroína, de meu mito, de minha missão.
Ela revela as verdades na sua pureza, na sua lucidez, na sua sagrada invisibilidade.
domingo, 3 de setembro de 2006
No dia 17 de setembro, não perca:
Just-a-minute (Só um minuto) - uma iniciativa mundial que visa despertar a consciência de que todos nós temos a capacidade, o poder e a responsabilidade de criar um mundo melhor
Utilizando tecnologia multimídia, teatro, música, dança e conexão de alta velocidade, será apresentado, ao mundo, um modo de vida pacífico, através do poder de intervalos de um minuto de silêncio. 100 países estarão interligados em transmissão simultânea.
Da Arena de Wembley (Londres) o mundo estará interconectado em Just-a-minute: http://www.just-a-minute.org
Só-um-minuto é fácil, simples e acessível a qualquer um, em qualquer lugar do mundo, de qualquer raça, religião ou em qualquer circunstância. Seja na política, nas finanças, nas artes,
na educação, nos esportes, em casa ou durante qualquer outro tipo de atividade, só-um-minuto pode contribuir com excelência, com integridade e com os valores mais elevados para um mundo que está em acelerada transformação.
Quando nós mudamos, o mundo muda…
Este projeto belíssimo da Brahma Kumaris está sendo lançado mundialmente em 17 de setembro de 2006, domingo, das 12:00 às 14:30. No Rio, as atividades acontecem no Teatro João Caetano, Centro - Rio de Janeiro - RJ. A entrada é franca.
Dê a si mesm@ o minuto! Você e seu mundo merecem.
sexta-feira, 11 de agosto de 2006
Leia o Apelo internacional – Por um cessar-fogo imediato e incondicional.Assine aqui.
E veja quem assinou.
sexta-feira, 28 de julho de 2006
sexta-feira, 14 de julho de 2006
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Quarta-feira, Julho 11, 2001
Recado do Hans:
*saudade*, no visor do celular.
Meu precioso amigo me ajudou a descobrir o Renato Russo numa hora em que eu queria morrer - ou matar alguém, sei lá.
"O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido, ninguém prometeu".
Não é que é mesmo?
Custou pra cair a ficha, mas anos depois ninguém precisa cantar pra me lembrar:
"nem foi tempo perdido."
Hans é sabido. E querido. Como a maioria dos cachorros vadios que eu conheço.
É gente da minha espécie. Morre, não deita e renasce - três vezes por dia.
posted by Bellatrix @ 8:38 AM
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O que vinha mesmo depois, na poesia? "Nem foi tempo perdido"...
"somos tão jovens, tão jovens".
Hans é jovem. Sempre será. Assim como sempre será querido. Onde quer que vá, onde quer que esteja, é como eu - morrendo e renascendo.
Não foi tempo perdido, querido. Tão jovem. Vou cantar pra te lembrar, sempre.
Saudades - em todos os visores.
quinta-feira, 13 de julho de 2006
Desnudar-se é a única forma de mergulhar na paixão compassiva, aquela que liberta e cura, a que desvenda e revela. Nus, não precisamos de reflexos - não há nada que possa estar no lugar errado, nada que não combine ou destoe.
Nus, nós somos únicos, íntegros, generosos, corajosos - e aí sim, podemos ser compaixonados.
segunda-feira, 12 de junho de 2006
Seu amigo invisível lhe apontou Bellatrix no céu. Tantas palavras para o céu acima, a Bellatrix distante.
O amigo invisível pousou o indicador sobre os lábios, e em seus olhos se lia: caluda...ninguém ousaria desobedecer.
Um pássaro desorientado no espaço e no tempo bateu forte contra a janela, lhe causando calafrios. Memórias coloridas, emplumadas, voadoras, afoitas.
Voltou para a cama, o corpo pedia. O céu púrpura delatava - ainda era cedo.
domingo, 14 de maio de 2006
There are as many different worlds being lived by as many different perceivers of the world as there are.
Eu gosto muito do mundo que percebo.
É um mundo de flores secas no caldeirão da trisavó.
Mundo de hibiscos-colibri e colibris sem-vergonha.
É um mundo apaixonado, um mundo de cremes doces, de pé de pimenta.
Gosto do mundo que percebo - múltiplo, como as estrelas que empoeiram meu teto.
quarta-feira, 26 de abril de 2006
Três caquis no pé, incontáveis pitangas, até as do chão, as mais gordas, irresistíveis.
Quarenta minutos de corrida ao som do Black Eyed Peas, lose control, all body all soul, serotonina não excede jamais e o suor me energiza.
A vida não foi feita pra gente comer de garfo e faca. Desavergonhadamente lambo os dedos.
domingo, 23 de abril de 2006
Acho que um pouco mais de ócio salvaria almas. Pra mim, a cadeira de balanço é um altar.
domingo, 19 de março de 2006
Lamento às vezes pelos quase-vivos...e aí estou incluída, nos dias de esquecimento. Se eu fosse um pouco mais religiosa, acenderia velas por todos os quase-vivos. Uma vela roxa pela ambição quase-viva de permanência, de segurança, de estabilidade. Uma vela amarela pelo desejo quase-vivo de reconhecimento e respeito...ah, o respeito! Uma vela azul-marinho pela mediocridade dos dias sem susto e sem improviso, aqueles dias bem conhecidos dos quase-vivos - dias de pisar nas florezinhas do caminho, nos quereres, nos sonhos, nos ex-amores, ex-mestres, ex-amigos.
Uma vela negra pela quase-vida dos que se crêem - ou se pretendem - importantes e uma mini-vela escarlate por cada palavra e gesto quase-vivo de tentar impressionar.
Deveria ser criado o dia dos ex-mortos, um dia depois do dia de nenhum santo, do dia de todos os pecadores, ou do dia de todos os esquecidos. Seria um dia de gargalhadas intermináveis, de cânticos que nos fizessem dançar, de farra, mesmo. Daquelas, bacantes, cujo superego dos quase-vivos não hesitaria em condenar. Não seria necessariamente uma festa da carne, mas seguramente uma festa da vida pós-morte em vida. De carne, osso, fruto e espírito, alma e consciência, sexo manifesto e imanifesto, fome e saciedade de tudo que é verdadeiro e efêmero. A festa da presença, a festa do agora.
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
Nas rugas da testa, não. Nem nos cabelos, que agora eu pinto. Não aparecem nas mãos, que são saltitantes e se movem com autonomia, nem no ritmo do meu passo, porque sempre que eu quero, corro.
Os anos aparecem, sim, nas gargalhadas que já não consigo segurar como antes - ainda que sinta uma certa vergonha depois da explosão. Aparecem no tênis do filho, número 40 e nas contas da amiga que se orgulha dos quase 30 anos de amizade. Aparecem no número menor de garrafas de cerveja, no leite de soja na geladeira e na paciência de semear flores no canteiro, quando eu poderia comprar as mudas crescidas.
Os anos aparecem nos olhos, mas nunca nos sonhos.
sábado, 24 de dezembro de 2005
Quando o homem acha que há árvores que são melhores que outras ou plantas melhores que outras ou, ainda, peixes melhores que outros, também pensa que há seres humanos melhores que outros e que esses outros devem desaparecer, para que vivam apenas os que são melhores.
A solidariedade não se decreta e nem se impõe: ela desperta quando descobrimos que somos filhos da Mãe Terra e irmãos de uma mesma espécie."
Manuel Muñoz Millalonko
Armando Llaitureo Mankemilla
CONSEJO GENERAL DE CACIQUES WILLICHE DE CHILOÉ
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
- Mas eu não entendo os risquinhos...
- Não precisa entender, só me diz o nome desse risco aqui, ó, pra eu saber onde a gente está.
- Peraí...estamos na grande...quero dizer na quadra...não, esse risco aqui, acho que diz que estamos no triângulo...ah, não sei!
- Agora é que danou-se, mesmo. ESSE rabisco aqui, ó. O que tá escrito?
- Tá escrito aqui que a gente tá no caminho certo.
- Tem certeza?
- Acho que tenho.
- Onde você leu isso?
- No pontinho do meio do círculo.
- Perfeito. Até que enfim você aprendeu a desvendar mapa astrológico.
- Mas eu disse que não sei.
- E eu disse a mesma coisa.
- Então tá. Toca o carro aí.
- Estou tocando. E tira o cinto, por favor.
quarta-feira, 9 de novembro de 2005
De Protágoras, "O homem é a medida de todas as coisas".
De Balzac, "A resignação é um suicídio cotidiano".
Do meu avô (ou melhor, repetida por ele), "O que a gente leva da vida é a vida que a gente leva".
Afinal, a linguagem é ou não é a casa do ser?
Pra mim, a casa do ser é o silêncio. Perto dele, a linguagem é um puxadinho ainda sem embolso.
Que difícil dizer isso!!!!
terça-feira, 1 de novembro de 2005
sábado, 15 de outubro de 2005
sábado, 17 de setembro de 2005
Voltei a obervar a vida de um outro ponto, mais atrás das lentes dos olhos. Isso me fazia falta, eu andava sem tempo pra duvidar dos pensamentos. Agora ensaio uma nova alforria da mente, feliz por me dar conta que a frase lida no cartaz do consultório do dentista é verdade: a consciência, uma vez expandida, nunca volta ao seu tamanho original.
Celebro a cozinha e a vista para a pedra nevoenta às seis da manhã. As orquídeas florescem, os amigos estão mais próximos do que nunca, porque meu coração se apazigua no silêncio absoluto da noite, só entrecortado pelos cães. As palavras ressurgem, me supreendem por sua imprevisibilidade e começo a me dispor a ser mais disciplinada com elas. É um próximo passo.
O passado bate à porta, mas é a porta da rua. Digo oi da janela do andar de cima e lamento não poder atender agora. Passado passa.
O presente é assim, permanente e abençoado por mim. Tudo ao redor resplandece, e embora às vezes o espelho me pegue de surpresa mostrando os anos e algum cansaço que ficou do caminho, dou graças pelo que o tempo fez de mim.
O futuro é mudança. Espiral-expansão-vida. Vou passar os próximos meses mudando.
segunda-feira, 13 de junho de 2005
A música não sai da minha cabeça - nem os confetes.
Depois da negritude de um tempo em que eu atravessei o samba, há anos...alguns anos...aprendi a guardar confetes. Entre os meus neurônios, ali estão, alternando-se com as serpentinas disparadas pelos beijos amorosos que a vida me dá. Bolos de confetes explodem em sinapses, de vez em quando - muitos deles, sem motivo aparente. Descobri que o maior aprendizado dessa vida é a arte de guardar - e jogar - confetes, em mim e ao meu redor, no raio mais amplo possível.
segunda-feira, 16 de maio de 2005
Até chegarmos ao Grand Center. Ali havia gente. Café aberto, teatro lotado. Continuamos rindo de coisas - pessoas esquisitas, gatos, cachorros, american way of life. E andamos um pouco mais, até a igreja Saint Francis Xavier, onde paramos na esquina. Em frente à igreja, ali sim, havia gente.
Umas 15 pessoas - não mais - em vigília. Manifestavam-se contra a guerra, com velas nas mãos, em pé nas escadas, abaixo delas um senhor segurava um microfone e fazia funcionar um pequeno equipamento de som de onde vinha uma música meio melosa. Nas mãos, as pessoas seguravam papéis com números escritos e na avenida em frente, a sinal abria e fechava, os carros paravam, alguns motoristas olhavam e uma das manifestantes fazia o sinal de paz e amor.
Ficamos ali na esquina até o final da vigília. Quando a música silenciou e as pessoas começaram a sair da escada da igreja, fomos ver o que significavam os números e falar com aquela gente. O que passou em seguida não sei descrever nem explicar, mas fomos acolhidos naquela força e compartilhamos aquela dor, que também era nossa e talvez tivéssemos esquecido por um tempo. Ali nós choramos - e choramos de verdade - abraçados à Mary, uma senhora miúda de cabelos brancos. Uma criatura enorme, junto com seus companheiros que se reúnem em frente à Saint Francis Xavier Church todos os domingos, desde o 11 de setembro, pra dizer "Not in our names". Conversamos com Mary, Mark, Deborah, e foi muito difícil sair dali, de verdade. Difícil dar as costas e andar pra longe daquele grupo. Difícil entender o que passou, difícil esperar o ônibus no vento, difícil segurar o choro mesmo depois de atravessar a rua.
Antes de irmos, ouvimos da Mary: vocês sempre estarão conosco nesta esquina, daqui pra frente.
Isso foi fácil de entender. Posso atravessar o oceano, quantos forem. Passar o tempo, passar pelo tempo, ficar de cabelos brancos como aquela senhora - vou continuar naquela esquina. Definitivamente, uma parte de mim ficou ali e uma nova versão de mim saiu dali. Uma versão mais inteira, melhorada. Abduzida do lugar do julgamento. Orgânica.
Grande Saint Louis.
quarta-feira, 23 de março de 2005
Nem na direção, nem na gerência, nem na coordenação. Nenhum posto, só um porto.
Penso na presença.
Hoje é que vale, isso ensina o Urano que teimo em desafiar.
Passado, se bate à porta, é oi e tchau. Futuro, desculpem, estou muito ocupada tratando de escolher o agora. O que será é o que é e isso importa. E, pensando no que chamam por aí de livre-arbítrio, fico com o livre e dispenso o arbítrio, que é muito empavonado por meu gosto de desaforada.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2005
- Tome ortomoleculares.
- Hã?
- Remédios...ortomoleculares. Por que vc não toma?
- Pra que?
- É moderno e dizem que emagrece.
- E você com isso?
- Tenho que sugerir novidades.
- Pra que?
- Pra sua vida não ser um tédio. Deve ser horrível ter tanto planeta em Capricórnio, na casa 10.
- Olha quem fala...você está em Virgem!
- Hehehe...isso não é nada banal. O caos em Virgem é sempre novidade.
- Não acho você tão caótico. Você tem sido brando, embora sempre ativo.
- Isso é um desafio? Posso mudar tudo delugar na sua vida já, já - e ainda te provocar crises alternadas de diarréia com prisão de ventre...
- Ops, calma lá, não se trata de desafio. Fique quieto aí, por favor.
- Agora você pediu muito.
- Ok, então continue como está, por favor.
- Hummm...não sei,não...está me dando vontade de esculhambar a mesmice.
- Que mesmice, criatura? Que mesmice? Tem seis meses que mudamos radicalmente a rotina, você quer mais?
- Hehehe...pergunta de novo...
- Pára! Calado! Tem um stellium em Capricórnio te dizendo pra segurar a onda!
- Onda, filha? Pega a tua prancha de surf e vou te mostrar o que é onda.
- Jura?
- Juro!
- Maneiro!
quinta-feira, 16 de dezembro de 2004
Sob a qual circulavam mil pernas
Em passos às vezes incertos
Mas sempre ritmados.
Tinha um cabelo de nós e laços
Que escondiam pensamentos mulatos
Como numa mandala as imagens se sucediam
Brancas e negras, em velocidade de confundir.
Ela ria. Ah, como ela ria,
Isso sim. Ela ria.
E o mundo ao redor se regojizava,
A cada gargalhada que se esvaía
A cada suspiro de retomar o ar,
Que era tudo de que ela precisava para ir adiante.
Além do ar, a água dos olhos,
A terra debaixo das unhas
O fogo do espírito. Hare-ave-aieiê.
E a nêga se reinventava.
terça-feira, 23 de novembro de 2004
O título do e-mail dizia: saiba como evitar o "Tchauzinho Maria Mole". A curiosidade mata gatos e seres humanos. De rir, nesse caso, por conta da mensagem copiada abaixo, na íntegra.
"Prezado (a) jornalista,
O músculo Tríceps Braquial, popularmente conhecido como o músculo do tchauzinho, pode começar a "despencar". Entre os motivos a flacidez, a alimentação irregular e a genética estão associadas.
Para combater o Tchauzinho Maria Mole o professor de Educação Física e instrutor de Musculação da Trixblabla Academia, Fulano das Quantas (eu sou má mas não sou sacana de dizer o nome do cara), dá algumas dicas.
Mais informações, estamos à disposição.
obrigada
um abraço
Jornalista das Candongas" (também não vou entregar a colega).
Tchauzinho Maria Mole??? Isso é genial. "Despencar"? As aspas são geniais!
Se eu tivesse muito dinheiro sobrando, abriria uma empresa de assessoria de imprensa pra inundar a caixa-postal dos colegas com essas pérolas.
Eu acho uma chatice isso tudo. Eventos, hotéis, laptops, cartões de visita. Ser igual aos bons. Eca. Almoçar com o fulano que alguém disse que é importante. Eca. Tudo em nome da sobrevivência? Eca. Dispenso o sobre, fico com a vivência.
sexta-feira, 5 de novembro de 2004
segunda-feira, 1 de novembro de 2004
O céu da África sempre me encanta, e o céu africano sobre o Oceano Índico é insuperável. Babuínos que assustam e divertem, pinguins em fila, graciosos, à beira-mar, multilínguas, multiculturas, comida picante e doce ao mesmo tempo, calor e frio. Mil estrelas no céu africano. A vida é bela e o vento me faz feliz.
sexta-feira, 15 de outubro de 2004
I'm a man of wealth and taste
I've been around for a long long year stolen many man's soul and faith
I was around when Jesus Christ had His moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate washed his hands and sealed His fate
Pleased to meet you hope you guess my name
But what's puzzling you is the nature of my game
Noite passada, vi de novo na TV "O Advogado do Diabo".
Amo esse filme.
"A vaidade é o meu pecado preferido", diz o fascinante diabo na pele do Al Pacino.
Pleased to meet you - we do agree on this ;-)
quinta-feira, 7 de outubro de 2004
terça-feira, 28 de setembro de 2004
sexta-feira, 3 de setembro de 2004
quinta-feira, 2 de setembro de 2004
Ele engole chôro. Chuta dever pro alto. Me olha de canto de olho, se cala. Entendo perfeitamente.
Um dia um amigo pra lá de analisado soltou a seguinte pérola: "quem tem pai tem medo". Eu perdi meu pai bem cedo. Eles também, de certa forma. Só que tive mais sorte. Pai, melhor morto que inconseqüente.
quarta-feira, 11 de agosto de 2004
Eu gosto de agosto, até no dia 13. Mas hoje, por ser 11, resolvi me preparar e entrei numa loja de artigos religiosos (leia-se macumba) pra comprar umas velas coloridas. Não me considero macumbeira, mas adoro um cheiro de defumador e acho vela colorida lindo.
Estava no balcão, entregando as velas para um senhor surdo e mal-humorado, cuja mulher fazia as vezes de RP da casa, exagerando no sorriso em contrapartida a cada resmungo do velhinho. Encostei sem querer numa pilha de pratinhos de plástico preto (daqueles de aparar água de vaso de plantas), e caiu tudo no chão. Um rapaz correu em meu socorro e prontificou-se a juntar os pratinhos e refazer a pilha.
"É uma torre", ele me disse."
Derrubei a torre, pensei - agradecendo ao rapaz e aos deuses e deusas. Como um raio da Oiá no arcano do Tarot.
Que alívio! E hoje são 11, nem são 16. Dia da Força de derrubar torres.
Dia 16, dia da Torre, Martha Pires Ferreira lança livro - magnífico, eu imagino - sobre astrologia na Livraria Leonardo Da Vinci, no Rio. Às 18:04. Leitura imperdível.
quinta-feira, 13 de maio de 2004
Pois abri outro dia desses um livro sobre física quântica e coisas que tais, mudanças de paradigmas, e tudo isso que os arautos da Nova Era têm proposto e popularizado nos últimos anos. Está escrito lá que a matéria, todos os corpos, são 99,9999 por cento espaço vazio. Na mesma hora, uma grande interrogação se acendeu na minha cabeça: por que diabos eu faço dieta??
terça-feira, 11 de maio de 2004
Mudando de pesamento...
quinta-feira, 29 de abril de 2004
segunda-feira, 12 de abril de 2004
Passei a sexta-feira em penitência. Que vergonha da verborragia! Mal saboreei o jantar. Fui chata.
No sábado, aleluia! Meus excessos não costumam ser à toa (diferentemente de minhas penitências). Entrei numa livraria de Ipanema e encontrei "A Deusa Branca", do Robert Graves. Há anos pensava em comprar esse livro. Foi preciso ser tratorada pelo inconsciente pra finalmente ir ao seu encontro.
quarta-feira, 31 de março de 2004
sexta-feira, 19 de março de 2004
Koinonia, ICAPRA, COBRA, NEXPP, Cia. É Tudo Cena!, FENACAB, IRMAFRO, INAEOSSTECAB, Afoxé Filhos de Gandhi...e EU!
Todos de branco, na minha área - vai ter passeata no Leme, a partir das oito da manhã (o horário é ingrato, mas o Ilê merece o esforço).
Dia 21 de março é "Dia Internacional pela Eliminação da
Discriminação Racial". Essa data foi criada em memória do massacre de Sharpeville
(1960), África do Sul. Desde então dia 21/03 está agendado em todo mundo para
mobilização e reflexão contra a intolerância racial e pela liberdade de expressão.
Oscilando entre um Eparrei! e um Ora Iê Iê Ô, eu vou lá conferir a irmandade. Em homenagem à minha vó libanesa (cristã maronita radical), meu avô italiano, (kardecista radical) e meu pai (um medroso radical de tudo que fôsse do além). Vou de nega radical abrir a boca contra a intolerância. Tô apostando que no domingo de São Miguel a nêga vira na Oxum, chora tudo que é preciso pra ser feliz, e depois empunha a espada e solta gargalhada bem alto...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
terça-feira, 24 de fevereiro de 2004
A fantasia encharcada também não me amola. Se as penas murcham, as lantejoulas descolam e os cetins grudam no corpo, a gente canta o samba mais alto. Afinal, nasci berrando e sem fantasia...Nada como um rebirthing na avenida.
A chuva traz um efeito especial imprevisto e lindo. Quando a água toca a pele de quem, de fato, ferve na passarela, sai fumaça. Então ficam, os seres em ebulição, cercados da aura de vapor - quase inefáveis.
E aí, mais do que nunca, eu converso com Deus.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2004
Mas é que ela inventava. Em cima da plataforma, fazia de tudo. E as percussões, os passistas, os mestres apitantes e os destaques dos píncaros, ficavam todos irritados. Tudo hesitava e se descontrolava quando a nêga cismava de inventar. Era um passo esquisito, um repique solitário, fora de hora, uma frase que não existia no samba. Era assim que ela sabia o Carnaval. E o resto, se aturdia.
Tinha gente que pensava que ela era louca e se incomodava com os imprevistos da nêga.
Ela nunca se amolou. Não tinha medo. Era feliz, e bem o sabia.
sexta-feira, 3 de outubro de 2003
quinta-feira, 11 de setembro de 2003
quarta-feira, 20 de agosto de 2003
Todo mundo fala inglês, tem melancia amarela e, em alguns lugares, banheiros luxuosíssimos com um buraco de louça no chão, no lugar do vaso sanitário.
Tem coisas fritas que não se pode imaginar o que sejam, tem tecnologia quase de graça e é dificílimo conseguir uma água com gás.
Quero voltar pra casa.
quarta-feira, 23 de julho de 2003
terça-feira, 10 de junho de 2003
Na primeira vez em que olhei bem dentro dos olhos dele, uma surpresa. Tive tanto medo!
Desde então, se passaram dez anos e uma eternidade, porque pra um amor desse tamanho, tempo não se mede.
Continuo me assustando com seus olhares profundos - que vêm depois de um choro sentido, uma gargalhada debochada, um beijo de repente, que ganho todos os dias.
Muitas vezes, não tenho o que dizer a ele. Nem ele me pergunta muito. É como se soubéssemos tudo, juntos.
Agora, ele me vem com ânsias de independências e vergonhas injustificadas, e eu fico repetindo pra mim mesma: é o tempo, é o tempo.
Eu sempre soube que esses dias chegariam, e agradeço aos universos por estar neste presente. É o tempo, mesmo.
Que esperneia, dá frutos, tira o fôlego da emoção e me faz parir uma mãe nova por dia.
terça-feira, 13 de maio de 2003
sexta-feira, 25 de abril de 2003
Eu mudo, ele fala.
Eu muda, ele cala.
Ele some de vez em quando, em sua órbita irregular,
e volta, me fazendo entrar na minha sétima casa - quase passando para a oitava.
Plutão pulsa, eu pulso suave, às vezes, latejo.
No anular, no angular, no espelho.
sexta-feira, 11 de abril de 2003
olhares verdes se encontrando,
rubor por baixo de um vestido azul - comme il faut.
Dourado em círculos, rosa sobre a mesa e muito amarelo,
em doces de ovos renovadores de vida.
Vamos ter palavra e promessa,
alguns cabelos brancos que dão um tom sublime à data,
vento de mar com um cheiro que molha a gente
e espanta as cinzas.
Vamos ter festa.
terça-feira, 25 de março de 2003
segunda-feira, 10 de março de 2003
quinta-feira, 6 de março de 2003
As pas-swords que eu empunho e que abrem todas as portas.
É uma vontade de dias de dissonância - onde o enjôo, o amor desmedido, os espasmos - tudo me leva a querer abrir mão
da ilusão dos segredos e das palavras escondidas.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003
Tinha um orgulho no olhar daquele cara que eu reconheci. Óbvio, eu me deparo com o mesmo ar de satisfação sempre que me olho mais demoradamente no espelho.
É como se ele me dissesse: está tudo bem. E está, mesmo. Em qualquer circunstância, há o bem.
Levei muitos anos pra parar de sentir medo, e o fato de ele vir me visitar me fez lembrar que a gente só se livra do medo quando se entrega sem reservas ao destino.
Custou, mas hoje consigo dar boa-noite sem susto ao meu pai.
Afinal, está tudo bem entre nós.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2003
Há coisas efêmeras e outras eternas
e a diferença entre elas é que torna tudo gostoso.
Há estrelas que não existem mais e ainda encantam,
inspirando os poetas. Até o brilho das estrelas pode ser ilusão,
mas a gente vai morrer sem saber disso. E a poesia é eterna.
E o amor, desde que a gente nasce até quando a gente vai embora - é o mesmo.
E a gente vive e se inebria e se surpreende com ele.
Definitivamente, a vida é boa. No meio de tantas possibilidades eu tenho uma certeza que não me sufoca.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2003
Não deixa meu cabelo crescer, masca chicletes (faz bolas!) e
de vez em quando é estabanado e dá topadas. Também fala palavrão.
Gosto dele.
Minha filha - craque no futebol de praia, única entre mais de dezena de garotos - apazigua o meu moleque.
Meu filho - consciente e responsável - lhe dá sermões com complacência.
Meu companheiro se diverte. E lhe dá asas.
Entre risadas incontroláveis e xingamentos desnecessários, esse guri me compensa os anos no rosto.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2003
quarta-feira, 15 de janeiro de 2003
Vá lá. Tem uma veia em mim que volta e meia se esconde, e quando eu cutuco com a seringa pra tirar dela um querequequé de algo que valha a pena, o máximo que arranjo é edema. Hoje a santinha tá viva, depois de ano e pouco achou por bem latejar, eu acho que o bom que eu faço é escrever o tal projeto.
Então, né?
Introdução
A vida é simples, mas é complicada. A gente procura, procura, procura, quando acha bota defeito e cisma de assegurar que vai dar errado e que tem alguma coisa esquisita ou que a gente não merece mesmo e dane-se, sejá lá o que Deus quiser.
Todo mundo sabe que é assim. Quando a gente ganha exatamente o que queria, trata de dar um jeito de mudar, porque se não, qual é a graça da parada? Resumo da introdução: a maioria de nós é muito burra, fora as raras exceções como as irmãs carmelitas encarceradas e os siddhis meio sorridentes meio patéticos das montanhas enevoadas da Índia. Ô vida.
Justificativa
As pessoas – todos e todas – nasceram para usufruir o que esse mundo tem de bom pra dar. Missão da humanidade: ser feliz. Já sei. Dizem que não há esse estado permanente, felicidade. Não tem problema. Nem sempre ser é estar. Não me preocupo em estar feliz, porque isso implica em um estado e eu sou continente. Quero ser um ser feliz, e isso não deve ser tão difícil assim, porque se fôsse a grande maioria dos seres não ia querer a mesma coisa, porque os seres – humanos – são acomodados demais e quando uma coisa é difícil e dá trabalho eles já não querem mais. E o que não falta é gente querendo ser feliz, dando beijo na boca ou não, eu desconfio que ser feliz é o pedido da avassaladora maioria na hora de virada do ano ou na hora de assoprar as velinhas do bolo (claro, eu estou me referindo à maioria - os criativos pedem outras coisas).
Pois bem, eu acho que não há outra justificativa para querer ser feliz: sou comum, sou parte da maioria, sou humana e levo a sério esse negócio de missão.
Objetivos
Essa proposta tem como objetivo deixar as coisas claras pra mim.
Ô vida. Simples e complicada. Quando tudo tá claro, mergulho na escuridão.
Meus objetivos são mundanos e eu sou uma mulher de fé.
Esta proposta tem como objetivo um salto na noite escura.
Obs.: não há recursos previstos para ressarcimentos, em caso de desistência.







